sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estresse 'dobra' risco de diabetes nos homens, diz estudo

28/07/2008

Uma pesquisa realizada na Suécia sugere que homens que sofrem de alto nível de estresse podem dobrar os riscos de desenvolver diabetes tipo 2.
O estudo, publicado na revista científica Diabetic Medicine, analisou 2,127 homens nascidos entre 1938 e 1957 durante dez anos.
No início da pesquisa, os participantes apresentavam níveis normais de glicose e foram examinados com relação aos sintomas do estresse como fadiga, ansiedade, depressão, insônia e apatia.
Depois de dez anos, os voluntários passaram novamente por exames para avaliar os níveis de glicose e estresse. Segundo os resultados observados pelos pesquisadores, aqueles que apresentavam maior nível de estresse corriam 2.2 vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 do que os homens com baixo nível de estresse.
O estudo aponta que essa relação se manteve mesmo quando observados outros fatores como idade, massa corporal, histórico familiar de diabetes e outras variantes.
No total, 103 dos participantes foram diagnosticados como diabéticos ao final da pesquisa.
Segundo os pesquisadores, a relação entre estresse e a diabetes pode ser resultado dos efeitos do estresse na capacidade do cérebro em regular os hormônios ou ainda da influência negativa que a depressão exerce na dieta e no nível de atividade física das pessoas.

Mulheres
O estudo, realizado no Instituto Karolinska, analisou ainda 3 mil mulheres e não identificou um aumento no risco de desenvolver diabetes entre aquelas com alto nível de estresse.
De acordo com Anders Ekbom, que liderou o estudo, isso poderia ser explicado pela diferença no modo como homens e mulheres lidam com o estresse.
“Enquanto as mulheres comunicam os sintomas de estresse e depressão, os homens são menos dispostos a admitir esses sentimentos e lidam com o problema bebendo, usando drogas ou com outras ações particulares”, afirmou.
Entretanto, para Iain Frame, diretor da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, o fato de esta relação ter sido observada apenas nos homens é “intrigante”.
"Seria interessante descobrir o porquê desta diferença. Os resultados sugerem que isso poderia ser resultado de uma influência hormonal ou de comportamento", afirmou Frame.
Segundo ele, estudos anteriores já haviam indicado que o estresse é considerado um fator de risco para a diabetes tipo 2 e o estudo realizado pelos suecos "parece confirmar esta relação".

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Diabetes aumenta o risco de contrair tuberculose

Joana Duarte, Jornal do Brasil

RIO - A diabetes aumenta em até três vezes as chances de se contrair tuberculose ativa e pode ser a causa de mais de 10% dos casos da doença na China e Índia, anunciaram ontem pesquisadores da Harvard no PLoS Medicine, periódico publicado pela Public Library of Science. A relação foi observada em vários países, independentemente de região geográfica.
Segundo o pneumologista Celso Villela Fernandes, o resultado da pesquisa é bem racional.
– A diabetes é uma doença crônica que causa uma imunodeficiência. Portanto, o paciente está mais suscetível a infecções – explicou.
O pneumologista Marcelo Bicalho concorda e acrescenta que outras causas de imunodepressão, tal como a pneumonia ou um procedimento cirúrgico, também podem aumentar o risco da tuberculose, doença transmitida por tosse ou espirro de alguém que esteja doente.
Pesquisadores da Harvard analisaram dados de mais de 1,7 milhão de pessoas no Canadá, México, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, Taiwan, Índia e Coréia do Sul.
– Existem provas de que a diabetes predispõe pessoas a infecções tuberculosas e prejudica a capacidade de responder a infecções – disse Megan Murray, epidemiologista que conduziu as investigações junto sua colega de Harvard, Christie Jeon. – Com cerca de 171 milhões de diabéticos, um valor que está previsto a duplicar até 2030, fica claro que a diabetes contribui de forma significativa ao atual e futuro problema da tuberculose a nível mundial.
Atualmente, a tuberculose só perde para a Aids na lista de doenças contagiosas que causam maior número de mortes. Calcula-se que um terço da população mundial esteja contagiada com a bactéria, que normalmente ataca os pulmões.
Fatores de risco
Para controlar a doença, cientistas anseiam entender os fatores que desencadeiam o desenvolvimento da tuberculose ativa em pessoas aparentemente saudáveis mas que carregam a infecção de forma latente.
A Aids tem ajudado a manter a incidência da tuberculose em alta, e o estudo sugere que a diabetes produz efeito igual.
Em casos de diabetes, os níveis de açucar no sangue são altos demais, podendo prejudicar os olhos, rins e nervos, assim como causar doenças cardíacas, infarto e amputação de membros.
– A contribuição da diabetes para o problema da tuberculose pode ser ainda mais alto em países em desenvolvimento como a Índia e a China, onde a incidência da tuberculose é maior e a idade média dos afetados é mais baixa – acrescentou Murray.
A tuberculose mata cerca de 1,7 milhão de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. A Ásia tem o maior número de casos enquanto a África tem as taxas mais elevadas.
– As regiões mais afetadas são aquelas onde a diabetes ocorre com muita freqüência e a tuberculose permanece ativa. Isso inclui a Índia, partes da América Latina e populações específicas como algumas tribos indígenas dos Estados Unidos – afirmou Murray.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

CONGRESSO DA ADJ(ASSOCIAÇAO DIABETES JUVENIL)

COM NOVO FORMATO E EM NOVO LOCAL

A ADJ preparou muitas novidades para você!

Dessa vez, o Congresso da ADJ acontecerá nos dias 27 e 28 de setembro, com o tema “Saiba como prevenir o diabetes e cuidar de sua saúde”.

Você, seus amigos e familiares encontrarão diversos serviços e informações sobre o diabetes em um único local - o Circuito Saúde.

Ele terá cinco áreas:

1. Espaço Orientação – orientação e debates com especialistas sobre alimentação, controle do diabetes e situações especiais;
2. Espaço Serviços – testes de glicemia e colesterol; aferição de pressão arterial; circunferência de cintura; exames de fundo de olho; avaliação bucal; teste de sensibilidade e hidratação nos pés; massoterapia; balcão das associações de diabetes;

3.
Espaço Nutrição
– orientação e debates com especialistas sobre alimentação; e aulas práticas de culinária;

4. Espaço Palestras – palestras shows; Encontro de Associações e Usuários; e

5. Espaço Feira – glicosímetros e tiras; canetas e seringas de aplicação; alimentos naturais; doces sem açúcar; meias, cremes e sapatos; academias; grife ADJ; Direitos (ADJJur); Cidadania; e outros.

E as novidades não param por aí...

O Congresso da ADJ acontecerá em novo local - na APCD, Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana, próximo a estação Tietê do Metrô, saída Cruzeiro do Sul.

Para quem for de carro, os estacionamentos da região têm um custo acessível – R$ 5,00 pelo período de 12 horas.

O evento é gratuito. Mais informações ligue: (11) 3871-3626

RESERVE JÁ A DATA NA SUA AGENDA!!!

Clique AQUI e faça sua INSCRIÇÃO GRATUITA

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Diabete atinge cerca de 246 milhões de pessoas, estima OMS

As estimativas da OMS são de que, dentro de 18 anos, chegue a 380 milhões o número de portadores desse mal. "A diabete é uma doença metabólica, que provoca o aumento de glicose no sangue. Para ela ser absorvida precisa ser transportada da circulação para os tecidos alvo: os músculos e o fígado. Quando a pessoa tem deficiência na captação dessa glicose por ausência de insulina, o paciente fica com a taxa de glicose elevada, que é a diabetes", explica Helena Atroch Machado, endocrinologista do Hospital São Camilo Pompéia, na capital paulista.Existem vários tipos de diabete. "Uma das mais comuns é a do tipo 1, que ocorre na infância, por deficiência na produção de insulina", diz Alex Carvalho Leite, endocrinologista coordenador da equipe de endocrinologia das unidades Itaim e Morumbi do Hospital São Luiz, em São Paulo. O tratamento é feito com aplicações de insulina.A do tipo 2, de acordo com o especialista, é mais comum acima dos 40 anos. É caracterizada pela resistência periférica no fígado e nos músculos à ação da insulina. Para tratá-la, o paciente precisa tomar medicamentos via oral e fazer regime. Há também a diabetes gestacional, quando ocorre alteração das taxas de açúcar no sangue durante a gravidez. Ela pode persistir ou desaparecer após o parto.SintomasNo caso da diabete tipo 1, o paciente começa a urinar em demasia (poliuria), sentir muita sede (polidipsia), perder peso, sentir muita fome, tonturas, fraqueza, indisposição e vômitos.A diabetes tipo 2 está relacionada com histórico familiar e também com pessoas acima do peso. "Antigamente ela atingia pessoas mais velhas. Nos dias de hoje, devido à obesidade, há crianças e jovens com diabetes tipo 2", explica Helena.Para saber se uma pessoa está com diabetes, o médico indica exames de glicemia de jejum e o teste de tolerância à glicose. Quem precisa controlar a doença é feito o exame de hemoglobina glicada.AlimentaçãoAlém de comer de forma fracionada (o ideal é fazer uma refeição leve a cada três horas), os portadores de diabetes devem evitar o excesso de carboidratos e também ingerir frutas com moderação. Atividades físicas são fundamentais nesse caso. "Os exercícios fazem baixar os níveis de açúcar no sangue, independente da ação da insulina", afirma Alex. "Mas os exercícios devem ser feitos sob orientação médica e a supervisão de um profissional da área", enfatiza o especialista.

Adriana Bifulco
09/07 - 16:16 - Agência Estado