Com a chegada na próxima sexta-feira, 14/11, do Dia Mundial e Nacional de Controle do Diabetes, muitos médicos alertam para a prevenção,diagnóstico precoce e cuidados com as complicações decorrentes do não tratamento. Estima-se que metade dos portadores do diabetes mellitus desconhecem a doença.
Mesmo se tratando de um mal que atinge 22 milhões de pessoas ou 12% da população brasileira, muitos ignoram seus sintomas. Batizada de Diabetes Mellitus, definida como um grupo de desordens metabólicas geradas pela possível interação de fatores genéticos, ambientais e
estilo de vida, culminando com um aumento das taxas de açúcar (glicemia) no sangue. "A prática de atividade física regular, a dieta adequada e o controle do peso auxiliam no bom controle da glicemia e no retardo do aparecimento de complicações.", afirma Dr. Walter Moras,
cardiologista do Hospital Bandeirantes.
O diagnóstico é feito com a dosagem da glicemia no sangue em jejum maior que 126mg/dl. Se a glicemia der entre 100 e 125mg/dl,considera-se um estado pré-diabético, o qual necessita de
acompanhamento adequado e controle dos fatores de risco. A glicemia considerada normal é aquela que se encontra abaixo que 100mg/dl.
O diabetes é uma doença sistêmica que leva a complicações nos sistemas cardiovascular, renal, oftalmológico e neurológico. É a principal causa de doença renal terminal, com necessidade de hemodiálise, amputações não-traumáticas de pernas e pés e perda da visão no adulto.
É também importante causa de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral ("derrame").
Existem três tipos principais de diabetes. O tipo I responde por 9% dos casos e é caracterizado pela destruição das células produtoras de insulina conseqüente a uma reação auto-imune. Pode aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais freqüente em pessoas com menos de
35 anos. Leva o doente a ser dependente de insulina, já que a sua aplicação é necessária diariamente.
Noventa por cento dos diabéticos são portadores do tipo II. São pacientes que geralmente não necessitam de insulina. Surge geralmente após os 45 anos e possui um fator hereditário maior que o do tipo I, além de existir uma grande relação com obesidade e sedentarismo.
Diabetes gestacional, o terceiro tipo da doença, é a alteração da taxa do açúcar no sangue durante a gestação, desaparecendo ou persistindo após o parto. Em muitos casos é encontrada em mulheres predispostas ao diabetes II.
Independente do tipo, o tratamento será baseado em medidas medicamentosas e mudanças no estilo de vida. "Ter uma vida saudável é um desafio para todos nós. Devemos nos atentar à necessidade de uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e
manutenção do peso adequado, que são essenciais para a prevenção e cuidados coadjuvantes dos diabéticos", comenta o Dr. Walter Moras.
Para o tratamento medicamentoso, há insulinas injetáveis (tanto de efeito rápido quanto prolongado) e o tratamento oral. O diabetes ainda não tem cura e seu controle é indispensável para os pacientes viverem bem.
"Vale ressaltar que a glicose pode ser usada em algumas situações especiais, quando orientada pelo médico", alerta Dr. Walter.
A ADD-Associaçao dos diabeticos diadema, é uma entidade assistencial, sem fins lucrativos, que tem como missao,educaçao em diabetes, para pessoas portadoras ou não, sejam crianças, adolescentes, ou adultos,Sem distinçao de pessoa,atendendo todas as classes sociais, sem divisas. Entrem em contato conosco. adddiadema@gmail.com tel.011.7678-2033 ou 55896280
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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