sexta-feira, 30 de maio de 2008

SAIBA MAIS SOBRE O FUMO


Além disso, esses estudos mostram que o tabagismo é responsável por:ð 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);ð 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;ð 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;ð 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;ð 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;ð 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);ð 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);ð 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).O tabagismo ainda pode causar:ð impotência sexual no homem;ð complicações na gravidez;ð aneurismas arteriais;ð úlcera do aparelho digestivo;ð infecções respiratórias;ð trombose vascular.As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer. As estimativas sobre a incidência e mortalidade por câncer no Brasil, publicadas anualmente pelo INCA indicam que, em 2003, 22.085 pessoas deverão adoecer de câncer de pulmão (15.165 entre homens e 6.920 entre mulheres) causando cerca de 16.230 mortes. Desse total de óbitos, 11.315 deverão ocorrer entre os homens e 4.915 entre mulheres.
Conheça o cigarro por dentroA fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes; que constitui-se de duas fases fundamentais: a fase particulada e a fase gasosa. A fase gasosa é composta, entre outros por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína. A fase particulada contém nicotina e alcatrão.O alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, formado à partir da combustão dos derivados do tabaco. Entre elas, o arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas, como o Polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo P4/P6, substâncias usadas para veneno de rato.O monóxido de carbono (CO) tem afinidade com a hemoglobina (Hb) presente nos glóbulos vermelhos do sangue, que transportam oxigênio para todos os órgãos do corpo. A ligação do CO com a hemoglobina forma o composto chamado carboxihemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue, privando alguns órgãos do oxigênio e causando doenças como a aterosclerose.A nicotina é considerada pela Organização Mundial da Saúde/OMS uma droga psicoativa que causa dependência. A nicotina age no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega em torno de 9 segundos ao cérebro. Por isso, o tabagismo é classificado como doença estando inserido no Código Internacional de Doenças (CID-10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substância psicoativa. Além disso, a nicotina aumenta a liberação de catecolaminas, causando vasoconstricção, acelerando a freqüência cardíaca, causando hipertensão arterial e provocando uma maior adesividade plaquetária. A nicotina juntamente com o monóxido de carbono, provoca diversas doenças cardiovasculares. Além disso, estimula no aparelho gastrointestinal a produção de ácido clorídrico, o que pode causar úlcera gástrica. Também desencadeia a liberação de substâncias quimiotáxicas no pulmão, que estimulará um processo que irá destruir a elastina, provocando o enfisema pulmonar.
FONTE:
http://www.celgmed.com.br/
http://www.celgmed.com.br/noticias.asp?pub=100

DUABETES E O FUMO


Fumar é mortal. Aumenta o risco de uma congestão generalizada (pletora) que pode ocasionar diversas doenças, tais como ataque do coração, câncer, derrame. Porém quando junto com diabetes, fumar é como um soco em sua saúde.

Fumar contribui para um controle ineficiente da glicose no sangue, interferindo com o “timing”e efeitos da insulina. Também eleva o nível da glicose, o que também contribui para um pobre controle da diabetes.
Se você é diabético e fuma, corre o risco de desenvolver complicações relacionadas com a diabetes, mais do que os diabéticos não fumantes. Você está sujeito a ter um ataque do coração até 2 ou 4 vezes mais. Fumar aumenta em 50% os derrames, contrai as veias, o que pode piorar úlceras do pé. E mais, fumantes diabéticos aumentam o risco de neuropatia de 2 a 12 vezes, e de nefropatia (danos aos rins), em até 40%.

VOCÊ JÁ SABE QUE O FUMO CONTRIBUI PARA O ATAQUE DO CORAÇÃO, CÂNCER E DERRAME. MAS VOCÊ SABE O QUE ÊLE FAZ À DIABETE?

Os efeitos combinados do fumo e da diabete pode aumentar o risco de morte prematura em até 11 vezes, se compararmos com diabéticos não fumantes. O risco de morte prematura está relacionado com o tempo que a pessoa começou a fumar, mas ela pode diminuir esse risco, parando o quanto antes com o vício.

“NINGUÉM ME CONTOU”

Muitos acham que o médico os alertou energicamente para o problema, logo não é tão sério. Apesar da maioria dos médicos concordar que diabetes e cigarro não devem se misturar, somente metade dos pacientes dizem que os médicos alertaram para parar de fumar.

POR QUE?

A resposta está nas complexidades dos cuidados com a diabetes, as demandas dos sistemas de saúde, e com a falta de tempo. A diabetes é uma doença complexa, e que necessita um cuidado complexo. Há muitas coisas a serem discutidas nas consultas médicas. Você e seu médico devem discutir a respeito do seu tratamento, como usar os remédios, como monitorar a glicose no sangue, e como lidar com as complicações que surgirem. Se a consulta for muito curta, ela terminará antes que se entre no assunto do cigarro.
Se seu médico não discutiu à respeito do fumo com você, procure entrar no assunto. A maioria dos médicos ficará feliz em falar sobre o fumo e seus efeitos na diabete e na sua saúde. O mais importante, é que eles podem ajuda-lo (la) a parar. Logo, pergunte ao seu médico, ou médica a respeito do fumo e a diabete, peça ajuda para parar com esse vício.

OBSTÁCULOS PARA PARAR.

Talvez você se identifique com Mark Twain, que teria dito: “Parar de fumar? É fácil. Eu consegui centenas de vezes”. A boa notícia é que houve um grande progresso em pesquisas sobre os benefícios de parar de fumar, e sobre meios efetivos que ajudam os fumantes a parar.
Talvez você não sinta interesse em parar de fumar porque está “muito velho” e que o “estrago já foi feito”. Não é assim. Estudos recentes mostram que parar de fumar – especialmente para quem é diabético – beneficia a saúde, não importando a idade. Alguns benefícios, como não sofrer um ataque do coração ou reduzir as dificuldades respiratórias devido ao cigarro, começa logo que você parar de fumar.

TALVEZ VOCÊ TENHA MEDO DE ENGORDAR. APESAR DE SER VERDADE QUE ALGUMAS PESSOAS GANHAM ALGUM PESO QUANDO PARAM DE FUMAR, PARA A MAIORIA DOS FUMANTES O GANHO NÃO CHEGA A UNS QUATRO QUILOS E MEIO.

Talvez você tenha medo de engordar, mas ao parar de fumar, os benefícios para a saúde são tantos, que vale a pena ganhar alguns gramas. As mesmas técnicas que ajudam o controle de peso para a maioria da população, poderão ajuda-lo (la). Converse com seu médico sobre iniciar um programa de exercícios ou consultar um nutricionista para ajustar seus hábitos alimentares para evitar ganho de peso.

Além do medo de ganhar peso, o obstáculo mais comum para parar com o fumo, é o vício pela nicotina. Ùltimamente ficou evidente que as companhias do tabaco manipularam a quantidade de nicotina deixada em seus produtos com o objetivo de manter os fumantes presos a esse vício. Está cada vez mais claro o porque é difícil para muitos fumantes parar com esse hábito. Ainda assim, é possível parar mesmo que você fume muito, ou fumou por vários anos. O truque é querer parar de maneira correta e que satisfaça suas necessidades principais.

QUATRO SEGREDOS PARA PARAR DE FUMAR COM SUCESSO.

Há quatro maneiras essenciais para parar de fumar: ter a motivação certa, preparar um plano de ação, reajustar seu ambiente para o sucesso, e considerar alguma medicação. Para achar o melhor método, escolha uma ou mais opções de cada seção.

ACHE A MOTIVAÇÃO CORRETA.

1- Recorde a você mesmo (a) as principais razões para parar de fumar.
2- Guarde esse artigo e leia a primeira seção novamente.
3- Converse com seu médico, dentista e crianças sobre o que pensam do cigarro.
4- Escreva uma lista com os motivos porque deseja parar de fumar, e a carregue com você.

PREPARE UM PLANO DE AÇÃO ESPECÍFICO.

1- Estipule o dia e hora para largar o cigarro.
2- Corte pela metade a quantidade de cigarros que fuma, uma semana antes.
3- Tenha alternativas saudáveis para substituir o cigarro – chiclete sem açúcar, hortelã, ou um pedaço de canela.
4- Aumente o nível de seu exercício – ande quando sentir desejo intenso de fumar.

REAJUSTE SEU AMBIENTE PARA O SUCESSO.

1- Peça aos amigos, familiares e colegas de trabalho para não fumarem em sua presença.
2- Se afaste dos lugares em que costumava fumar, ou onde sabe que irá encontrar muitas pessoas fumando.
3- Faça apostas, ou agende um prêmio para você mesmo (a) após um dia, uma semana, e um mês após o início de ser um ex-fumante.
4- Contate algum grupo de suporte.
5- Procure algum programa grátis ou de baixo custo para parar de fumar.

CONSIDERE A NICOTINA OU OUTROS MEDICAMENTOS PARA PARAR DE FUMAR.

1- Use “patch” de nicotina ou chiclete junto com as dicas acima.
2- Consulte seu médico sobre a medicação.

O QUE VOCÊ PODE FAZER?

Há quatro passos essenciais para saber qual é o melhor método:

1- Primeiro, mantenha-se motivado, lembrando porque está parando de fumar e quais os benefícios que isso lhe trará.
2- Segundo, tenha um plano específico a seguir. Considere um plano ideal para você.
3- Arrume suas atividades e agenda para facilitar o seu afastamento dos cigarros, ou tenha muitas coisas a fazer ao invés de fumar, quando a vontade estiver muito forte.
4- Finalmente, não tenha medo de perguntar a respeito de alguma assistência técnica. Muitos acham que os substitutos de nicotina ou a prescrição de algum remédio que diminua os sintomas da vontade de fumar, são de grande ajuda. Quando esses medicamentos são prescritos pelo médico, os mesmos são considerados seguros e efetivos.

SE VOCÊ COMETER UM DESLIZE E FUMAR ALGUNS CIGARROS, OU NÃO FOR CAPAZ DE PARAR IMEDIATAMENTE, NÃO DESISTA.

Motivação contínua e suporte são essenciais para o sucesso de largar o fumo. Não fique perturbado (a) se errar. Reveja seu plano e considere adicionar ou modificar algumas estratégias. Mas não desista. Tendo consciência do porque é importante para de fumar, principalmente por ser diabético, você estará a caminho de se juntar a outras pessoas que conseguiram largar o fumo com sucesso.

fonte:
www.diabetes.com.br

domingo, 25 de maio de 2008

BRASIL É PIONEIRO NA CIRURGIA DE DIABETES PARA NÃO OBESOS

Segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Tereza Annunziata
20-mai-2008

O Brasil foi o primeiro país a desenvolver uma nova cirurgia metabólica contra o diabetes, empregada em pacientes não-obesos. Foi, também, o precursor no uso desse procedimento em humanos. O médico Ricardo Vitor Cohen, um dos maiores especialistas no assunto, utiliza a técnica da exclusão duodenal em protocolo experimental, aprovado pelo Comitê de Ética do Ministério da Saúde, em 50 pacientes. Em 70% desses casos, o sucesso no controle do índice de diabetes levou à possibilidade de abandono da medicação.
"Isso é inédito no mundo. Pudemos observar a ocorrência do controle do diabetes, ainda que esses pacientes voltem a ganhar peso", afirma. De acordo com o médico, o controle da doença se mantém com a suspensão da insulina e com grande chance do paciente ficar sem medicação alguma.Ricardo Cohen tem dado aulas em inúmeras universidades ao redor do mundo. Neste feriado de Corpus Christi, apresentará palestras na Universidade de Minesotta, nos Estados Unidos, replicando o conhecimento sobre esse que é um dos mais inovadores procedimentos da medicina moderna.A técnica da exclusão duodenal parte do princípio de que o diabético tem uma doença intestinal. Na prática, quando o contato da comida com o duodeno é evitado, excluindo-o do trânsito intestinal, é dado um sinal que ativa o pâncreas. O órgão, então, passa a funcionar melhor e a produzir a insulina, substância encontrada em quantidade insuficiente no organismo do paciente diabético.O médico começou a pesquisa em 2005, por meio de um projeto piloto, com base em dois fatores. Um deles era o resultado de cirurgias com obesos mórbidos, quando pôde verificar que a operação controlava o diabetes, antes de o paciente perder peso significativo. As pesquisas de Cohen também se basearam em um estudo em ratos diabéticos magros, feito pelo médico italiano Francesco Rubino, cuja técnica isola o duodeno da passagem de alimentos.Ricardo Cohen destaca, ainda, que desde 1955 viu-se que a exclusão do duodeno em alguns procedimentos médicos produzia melhoras para o paciente do diabetes. "São achados médicos, que nem sempre resultam em pesquisas. Partimos dos casos de obesos mórbidos, que também melhoravam os seus níveis de diabetes quando faziam as cirurgias contra a obesidade. Além disso, os experimentos de Francesco Rubino mostram que toda operação de obesidade que exclui o duodeno resolve o diabetes em 90% dos casos. Daí veio a idéia de operar doentes magros, pois a média de IMC (índice de massa corpórea) do diabético no Brasil é 29, muito abaixo da taxa internacionalmente aceita para o obeso mórbido, que é de 35."[14]Com relação às perspectivas para a cirurgia do diabetes, o médico diz que no momento que esses protocolos começam a ter resultados positivos, começam a ser propostos para entidades internacionais, para que sejam adotados como consenso. Dessa forma, passam a ser replicados junto a especialistas de outros países, como é o caso do Chile, Colômbia, Venezuela e Estados Unidos, onde se verá se os resultados são reprodutíveis.

FONTE: www.segs.com.br

segunda-feira, 19 de maio de 2008

nova geraçao de medicamentos, para o diabetes

Uma nova geração de medicamentos contra a diabete promete mudar a vida dos pacientes. Chamados de remédios inteligentes, eles têm ação seletiva sobre os mecanismos de regulação de insulina e níveis de glicose no sangue, evitando a hipoglicemia.
Eles só funcionam quando a pessoa se alimenta e o açúcar no sangue está elevado. Quando a glicemia volta a níveis normais, o medicamento pára de agir, tornando mais baixo o risco da hipoglicemia.Hoje, grande parte dos remédios causa a queda excessiva dos níveis de açúcar no sangue - porque funcionam quando os diabéticos precisam, mas também quando não há necessidade. Os sintomas podem ir da fraqueza, tremores, suor frio, tontura, dificuldade de concentração e convulsões, podendo, até mesmo, levar ao coma.A nova classe de medicamentos age na produção de hormônios chamados incretinas, secretados no intestino cada vez que a pessoa se alimenta. Do intestino, as incretinas vão para o pâncreas pela corrente sanguínea. Ali, elas se instalam nas células beta e ajudam na fabricação da insulina. A diferença dos medicamentos inteligentes é o alvo de sua ação. Dois desses medicamentos foram aprovados em 2007 no Brasil. O Januvia (sitagliptina), da Merck Sharp Dhome, e o Galvus (vildagliptina), da Novartis. Os dois são inibidores da DPP 4, enzima que “destrói” o hormônio GLP1 - o principal das incretinas. A forma de ação desses medicamentos é considerada pelos especialistas a nova fronteira no tratamento da diabete, tanto que hoje outras 12 gliptinas (da mesma classe) estão em desenvolvimento.
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